quinta-feira, 26 de junho de 2014

A copa eterna

Imaginar, eu não imaginava. Uma surpresa, com certeza. É assim que retrato o que vejo que o maior evento futebolístico trouxe ao Brasil. Estrangeiros tomando conta das ruas, dos hotéis, da praia. Verde e amarelo por todos lados, e também azul, laranja, vermelho e branco. Uma mistura de cores, sabores, idiomas e povos. Uma festa.

Ao observar os depoimentos dos estrangeiros o que escuto em diversos idiomas é “me sinto em casa”. Se sentir em casa estando em outro país, isso vale uma grande salva de palmas aos brasileiros, pela receptividade e alegria que contagiam pessoas de qualquer lugar.

Fotos e depoimentos nas redes sociais dos meus amigos que assistiram aos jogos nos estádios. Nas fotos belas recordações de momentos vividos ao lado desses estrangeiros quase parentes. Sorrisos que invadem a tela do computador e depoimentos com frases do tipo “Isso é copa do mundo, meu amigo”.

Tanto em comum como também muito em diferente, tudo isso com muito respeito. Pergunto-me agora, por que essa alegria, esse espírito de solidariedade não invadem outros campos desse mundo? Amigos no futebol e guerrilheiros nas outras áreas. Ver o mundo com infindáveis guerras entre países por questão de poder, dinheiro e território. Guerras dentro do próprio país. Vítimas e mortes, muitas mortes.

E a guerra da fome? Dentro dos países, uns com a mesa farta, e outros fartos com a barriga vazia. Países planejando, investindo e construindo maneiras de como se defender de algum ataque com armas e bombas. Mas não seria melhor investir e planejar em como atacar os piores inimigos, a fome, as doenças e a precariedade que rodeiam seus próprios países e também os países vizinhos?

Queria eu imaginar que a copa fosse eterna e nenhum problema ou discórdia existisse. Que todos pensassem no próximo e fossem felizes sempre, não só na copa. Mas, como todo brasileiro, eu tenho esperança. Talvez essa ainda não seja a copa eterna, vou esperar pela próxima.

                                                                                         Por Luana Nagel.

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